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A intenção é nobre. Estimular o uso de materiais sustentáveis para construir um planeta melhor.

A sustentabilidade e o Terceiro Setor vieram para ficar. A eles somam-se as idéias criativas de arquitetos, engenheiros, paisagistas, designers, decoradores e muitos outros profissionais que assinam espaços tendo como princípio o desenvolvimento de programas sociais em comunidades socialmente desfavorecidas e com baixos índices de desenvolvimento humano - IDH.

Os trabalhos, responsáveis pela multiplicação das metas a longo prazo, abrangem as necessidades locais nas áreas de meio ambiente, e são executados respeitando as vocações da comunidade e estimulando o potencial de seus habitantes, promovendo o desenvolvimento territorial sustentável viabilizados por meio de ações com a iniciativa privada.

A nossa missão é promover programas de continuidade e de desenvolvimento territoriais sustentáveis voltados à preservação do meio ambiente e inclusão social, tornando-os uma referência no Brasil e no mundo pela excelência, seriedade, qualidade e confiabilidade de seus resultados comprovados.

Partir para uma ação social, sozinho ou em grupo, o mais importante é jamais cruzar os braços.



Voluntariado coloca o Brasil em destaque na educação digital

A gaúcha Marta Voelcker, de 41 anos, estava buscando um emprego de meio período para conciliar as vidas de mãe e profissional quando começou a desenvolver trabalho voluntário. Esse foi o início da história da Fundação Pensamento Digital, integrante da incubadora de empresas Raiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A fundação promove projetos educacionais por meio do uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Além da informatização de comunidades menos favorecidas com a recuperação de computadores que são doados posteriormente, seu trabalho implica principalmente a criação de uma nova realidade educacional, que integre a tecnologia de fato com todo seu potencial.

"Conseguimos criar uma ponte entre teoria e prática. O ambiente da escola não permite grandes mudanças e, em geral, o aluno é colocado para repetir práticas velhas", disse Marta, que é administradora de empresas com ênfase em análise de sistemas e tem mestrado em psicologia social e doutorado em informática na educação.

"Assim cada um pode ir no seu ritmo, se aprofundar na matéria que mais lhe interessar", afirmou Marta. Parte dessa convicção está sendo colocada em prática num centro social criado em parceria com governo do Rio Grande do Sul, em que o aluno escolhe em que atividades, assuntos e temas se aprofundar depois da escola convencional. Voltado para jovens de 12 a 17 anos, as atividades se dividem entre lúdicas e profissionalizantes, dependendo da idade.

Entre os projetos do qual participou a fundação está o polêmico "Um Computador por Aluno", de origem do Massachussetts Institute of Technology (MIT), anunciado pelo governo Lula, mas arquivado devido ao valor. Inicialmente o objetivo era de chegar ao valor de US$ 100 por computador, mas as empresas envolvidas não conseguiram atingir a meta.

Mesmo assim o assunto rendeu discussões e fez com que uma comitiva do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) viesse ao Brasil conhecer a experiência brasileira em duas escolas de ensino fundamental, nas cidades de São Paulo e Porto Alegre.

Referência

Hoje a Fundação começa a ser referência para coleta de informações e realização de pesquisas na área, como uma coordenada pelo Centro de Informação e Sociedade da Universidade de Washington (Center for Internet Study da Universidade de Washington) sobre Acesso Público - as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Global Public Access ICT Research Program), que investigou os cenários do acesso público a informação e comunicação em 24 países, com atenção específica nas necessidades de informação de comunidades menos favorecidas, acesso público a canais de informação e comunicação e o papel das TICs.

Apesar das inovações, Marta consegue desenvolver algumas funções de casa, o que permite acompanhar as atividades dos filhos, hoje como 16, 15 e 8 anos. "A era da informação está permitindo que os filhos vejam o que os pais fazem, diferente da era industrial quando houve um afastamento", disse.

E os frutos é que começa a ver os próprios filhos a empreender projetos sociais na escola em parceria com ONGs. "Percebo que eles sentem prazer pela vida e não se conformam em aceitar as coisas como estão." Por sua experiência, acredita que todo trabalho voluntário é valioso, mas que o país necessita de profissionais capacitados e de empresas que encarem o terceiro setor como profissão.

Texto: Michelle Achkar
Fonte: Terra

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